
Às vezes eu me sinto impossível
Um rio impulsivo
Às vezes sou claro, sou visível
E de vez em quando um largo invisível
Às vezes sou lago
Às vezes não
Me sinto de vez em quando no céu
E às vezes num imenso paço ao léu
E passo a ser vaso
Vazio
E passo a passo sou um imenso espaço em brilho
E grito mesmo assim
Sem voz
E às vezes sem vez
E volto a ser um rio impossível
Invisível num paço ao léu
Vazio, sem voz, sem vez, sem Deus...
Um rio impulsivo
Às vezes sou claro, sou visível
E de vez em quando um largo invisível
Às vezes sou lago
Às vezes não
Me sinto de vez em quando no céu
E às vezes num imenso paço ao léu
E passo a ser vaso
Vazio
E passo a passo sou um imenso espaço em brilho
E grito mesmo assim
Sem voz
E às vezes sem vez
E volto a ser um rio impossível
Invisível num paço ao léu
Vazio, sem voz, sem vez, sem Deus...
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